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Humberto de Campos

INFORMAÇÕES

Blog do Grêmio Estudantil Humberto de Campos: http://gremiohcampos.blogspot.com.br
Site do Colégio Estudual Humberto de Campos: http://www.ssuhumberto.seed.pr.gov.br/
Site NRE Francisco Beltrão: http://www.nre.seed.pr.gov.br/franciscobeltrao/
Site Dia a Dia Educação: http://www.diaadia.pr.gov.br/
Site da UPES: http://upespr.webnode.pt/
Site da UNE: http://www.une.org.br/



  Quem foi Humberto de Campos?

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Humberto de Campos foi cronista e poeta  neoparnasiano.
Biografia

       Humberto de Campos (H. de C. Veras), jornalista, político, crítico, cronista, contista, poeta, biógrafo e memorialista, nasceu em Miritiba, hoje Humberto de Campos, MA, em 25 de outubro de 1886, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de dezembro de 1934. Eleito em 30 de outubro de 1919 para a Cadeira n. 20, sucedendo a Emílio de Menezes, foi recebido em 8 de maio de 1920, pelo acadêmico Luís Murat.
     Foram seus pais Joaquim Gomes de Faria Veras, pequeno comerciante, e Ana de Campos Veras. Perdendo o pai aos seis anos, Humberto de Campos deixou a cidade natal e foi levado para São Luís. Dali, aos 17 anos, passou a residir no Pará, onde conseguiu um lugar de colaborador e redator na Folha do Norte e, pouco depois, na Província do Pará. Em 1910 publicou seu primeiro livro, a coletânea de versos intitulada Poeira, primeira série. Em 1912 transferiu-se para o Rio. Entrou para O Imparcial, na fase em que ali trabalhava um grupo de escritores ilustres, como redatores ou colaboradores, entre os quais Goulart de Andrade, Rui Barbosa, José Veríssimo, Júlia Lopes de Almeida, Salvador de Mendonça e Vicente de Carvalho. João Ribeiro era o crítico literário. Ali também José Eduardo de Macedo Soares renovava a agitação da segunda campanha civilista.
     Humberto de Campos ingressou no movimento. Logo depois o jornalista militante deu lugar ao intelectual. Fez essa transição com o pseudônimo de Conselheiro XX com que assinava contos e crônicas, hoje reunidos em vários volumes. Assinava também com os pseudônimos Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. Em 1923, substituiu Múcio Leão na coluna de crítica do Correio da Manhã.
         Em 1920, já acadêmico, foi eleito deputado federal pelo Maranhão. A revolução de 1930 dissolveu o Congresso e ele perdeu seu mandato. O presidente Getúlio Vargas, que era grande admirador do talento de Humberto de Campos, procurou minorar as dificuldades do autor de Poeira, dando-lhe os lugares de inspetor de ensino e de diretor da Casa de Rui Barbosa. Em 1931, viajou ao Prata em missão cultural. Em 1933 publicou o livro que se tornou o mais célebre de sua obra, Memórias, crônica dos começos de sua vida. O seu Diário secreto, de publicação póstuma, provocou grande escândalo pela irreverência e malícia em relação a contemporâneos.
          Autodidata, grande ledor, acumulou vasta erudição, que usava nas crônicas. Poeta neoparnasiano, fez parte do grupo da fase de transição anterior a 1922. Poeira é um dos últimos livros da escola parnasiana no Brasil. Fez também crítica literária de natureza impressionista. É uma crítica de afirmações pessoais, que não se fundamentam em critérios e, por isso, não podem ser endossadas nem verificadas. Na crônica, seu recurso mais corrente era tomar conhecidas narrativas e dar-lhes uma forma nova, fazendo comentários e digressões sobre o assunto, citando anedotas e tecendo comparações com outras obras. No fundo ou na essência, era uma crítica superficial, que não resiste à análise nem ao tempo.


Obras

       Além do Conselheiro XX, Campos usou os pseudônimos de Almirante Justino RibasLuís PhocaJoão CaetanoGiovani MorelliBatu-Allah,Micromegas e Hélios. Deixou Humberto de Campos um diário secreto, publicado postumamente, causou enorme polêmica, destilando o autor críticas e comentários mordazes aos seus contemporâneos.
Além de Poeira, publicou:
  • Da seara de Booz - crônicas - 1918
  • Vale de Josaphat - contos - 1918
  • Tonel de Diógenes - contos - 1920
  • A serpente de bronze - contos - 1921
  • Mealheiro de Agripa - 1921
  • Carvalhos e roseiras - crítica - 1923
  • A bacia de Pilatos - contos - 1924
  • Pombos de Maomé - contos - 1925
  • Antologia dos humoristas galantes - 1926
  • Grãos de mostarda - contos - 1926
  • Alcova e salão - contos - 1927
  • O Brasil anedótico - anedotas - 1927
  • Antologia da Academia Brasileira de Letras - participação - 1928
  • O monstro e outros contos - 1932
  • Memórias 1886-1900 - 1933
  • Crítica (4 séries) - 1933, 1935, 1936
  • Os países - 1933
  • Poesias completas - reedição poética - 1933
  • À sombra das tamareiras - contos -1934
  • Sombras que sofrem - crônicas - 1934
  • Um sonho de pobre - memórias - 1935
  • Destinos - 1935
  • Lagartas e libélulas - 1935
  • Memórias inacabadas - 1935
  • Notas de um diarista - séries 1935 e 1936
  • Reminiscências - memórias -1935
  • Sepultando os meus mortos - memórias - 1935
  • Últimas crônicas - 1936
  • Contrastes - 1936
  • O arco de Esopo - contos - 1943
  • A funda de Davi - contos - 1943
  • Gansos do capitólio - contos - 1943
  • Fatos e feitos - 1949
  • Diário secreto (2 vols.) - memórias - 1954

  
Psicografia

    É polêmica antiga no meio jurídico o valor probatório da psicografia. O caso mais famoso indubitavelmente foi o de Humberto de Campos. A partir de 1937, três anos após a morte de Campos, várias crônicas e romances atribuídos ao escritor começaram a ser psicografados pelo médium brasileiro Chico Xavier. Entre as obras, todas editadas pela Federação Espírita Brasileira, a de maior notoriedade entre os espíritas brasileiros foi Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.
         No ano de 1944, a viúva de Humberto de Campos ingressou em juízo, movendo um processo contra a Federação Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier, no sentido de obter uma declaração, por sentença, de que essa obra mediúnica "era ou não do 'Espírito' de Humberto de Campos", e que em caso afirmativo que ela tivesse os direitos autorais da obra. O assunto causou muita polêmica e, durante um bom tempo, ocupou espaço nos principais periódicos do País. 
          A Autora, D. Catarina Vergolino de Campos, foi julgada carecedora da ação proposta, por sentença de 23 de agosto de 1944, do Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8º Vara Cível do antigo Distrito Federal. Tendo ela recorrido dessa sentença, o Tribunal de Apelação do antigo DF manteve-a por seus jurídicos fundamentos, tendo sido relator o Ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa.

Fontes: http://pt.wikipedia.org
            http://www.biblio.com.br

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